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VÍDEO: homem leva socos de guarda municipal de folga ao reclamar de som alto em igreja de Balneário Camboriú

Morador leva socos de guarda municipal de folga ao reclamar de som alto em igreja em SC Um morador de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, ...

VÍDEO: homem leva socos de guarda municipal de folga ao reclamar de som alto em igreja de Balneário Camboriú
VÍDEO: homem leva socos de guarda municipal de folga ao reclamar de som alto em igreja de Balneário Camboriú (Foto: Reprodução)

Morador leva socos de guarda municipal de folga ao reclamar de som alto em igreja em SC Um morador de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, denunciou ter sido agredido com socos por um guarda municipal de folga em frente a uma igreja evangélica da cidade durante uma discussão sobre o volume alto do som vindo do local. O caso ocorreu em 18 de maio, foi registrado em vídeo e é investigado (assista acima). Segundo Tiago Alves, a agressão ocorreu após ele ir até o local reclamar sobre o volume alto. Pai de uma criança autista de 9 anos, ele diz conviver há cerca de 4 anos com o barulho excessivo vindo do espaço religioso, e que afeta diretamente o bem-estar do filho. A igreja afirma que o som está dentro dos limites legais (leia mais abaixo). ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A Guarda Municipal confirmou o caso envolvendo a agressão e disse ter instaurado um procedimento administrativo para apurar o fato. O servidor público envolvido na ocorrência foi afastado das ruas e segue nas funções administrativas. O nome dele não foi divulgado. "Caso sejam constatadas infrações disciplinares, mesmo fora do período de trabalho, as medidas cabíveis serão adotadas", informou a corporação. Em relação à agressão, a Igreja Assembleia de Deus Missão Avivlista (ADMA) afirmou repudiar qualquer espécie de violência e que o caso foi um fato isolado, "sem qualquer relação direta com a instituição religiosa, com o culto realizado ou com seus participantes". Morador denuncia agressão de Guarda Municipal em frente de igreja em Balneário Camboriú Reprodução/Arquivo Pessoal Vídeo mostra agressão Nas imagens de câmeras de segurança, é possível ver Tiago sendo atingido por ao menos quatro socos. Pessoas que estavam na igreja chegaram a afastar o guarda municipal e, após as agressões, o ele foi levado para o interior da igreja. Ao g1, Tiago afirmou que chegou a filmar com o celular o início da conversa com o guarda, mas o homem mandou que parasse. Na sequência, segundo ele, o agressor deu o primeiro soco. "Até então, eu achava que ele tinha me acertado só uma vez e parado. Quando eu fui ver o vídeo, eu vi que ele continua a agressão, que eu sento e ele me dá mais um soco. Eu caio, já desacordado ali, e ele me dá mais dois socos", relata. O morador contou que, depois da violência, uma viatura da Guarda Municipal foi até o local e ele e outras testemunhas seguiram para a delegacia, onde prestaram depoimento. Tiago precisou de atendimento médico e recebeu seis pontos na boca. Procurada desde segunda-feira (25) pela reportagem, a Polícia Civil disse apenas que o caso da agressão foi distribuído para uma delegacia de Balneário Camboriú. Outros detalhes sobre a investigação não foram repassados. LEIA TAMBÉM: Mais de 400 gatos debilitados e doentes são achados vivendo em apartamento Casal instala câmeras voltadas para quarto de vizinha e é condenado Morador já havia feito denúncias sobre som alto Tiago mora em uma casa próxima à igreja há 20 anos e afirma ter registrado mais de 17 boletins de ocorrência contra o som alto vindo do local. Em 2024, as denúncias chegaram a resultar em um processo que atualmente tramita na 1ª Vara Criminal da Comarca. Em maio de 2025, o Ministério Público (MP) apresentou uma denúncia contra um templo religioso sobre poluição sonora. Segundo a prefeitura, em abril deste ano, a Secretaria do Meio Ambiente fez uma medição do som ambiente, que "registrou 'som 'normal' da região sem o culto (som residual) e depois, o som durante o culto (som total)". "O resultado da medição sem o culto foi de 57,7 dB. Isso aponta que mesmo sem o culto, o ambiente já estava acima do limite de 55 dB permitido no período diurno. Durante o culto, os pontos medidos deram, em média, 60,0 dB. Apontando que a diferença entre o som do culto e o som já existente na rua foi pequena", disse a prefeitura. Procurado, o MP detalhou ainda que, na decisão, o Judiciário reconheceu a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva. Durante o processo, a igreja regularizou a situação acústica e, após nova perícia, "constatou-se que os níveis de ruído passaram a se encontrar abaixo dos limites legais e normativos aplicáveis", disse o órgão. Com isso, segundo o MP catarinense, houve autorização para reabertura das atividades da igreja. Atualmente, o processo aguarda a citação dos envolvidos. Em relação ao processo, a igreja afirmou que todas as adequações e exigências determinadas pelo poder público já foram devidamente realizadas. Afirmou ainda que "toda e qualquer manifestação oficial sobre o caso será realizada exclusivamente em juízo" (leia a íntegra ds manifestações de todas as partes abaixo). Cilindro de gás 'voa' em alta velocidade após marretadas e danifica carros Casal é condenado por instalar câmeras voltadas para quarto de vizinha Veja o que disseram os envolvidos: O que disse a Guarda Municipal sobre a ocorrência A Prefeitura de Balneário Camboriú, por meio da Secretaria de Segurança e Ordem Pública, informa que tem ciência do caso envolvendo um guarda municipal, fora de serviço, ocorrido na noite desta segunda-feira (18), por volta das 21h15, em uma igreja localizada na Rua Dom Abelardo, no Bairro Vila Real. A corregedoria da Guarda Municipal instaurou procedimento administrativo para apurar os fatos quanto às suas obrigações funcionais. Caso sejam constatadas infrações disciplinares, mesmo fora do período de trabalho, as medidas cabíveis serão adotadas. Situações desta natureza são tratadas com prioridade pela instituição, visando manter a qualidade, a credibilidade e o padrão de atendimento prestado pela Guarda Municipal à população. O que disse a igreja sobre a ocorrência A Igreja Assembleia de Deus Missão Avivlista (ADMA) vem a público esclarecer que repudia de forma veemente qualquer espécie de violência física, moral, psicológica ou ameaça contra qualquer pessoa, não compactuando, em hipótese alguma, com condutas dessa natureza. Os fatos mencionados na reportagem, ao que tudo indica até o presente momento, referem-se a uma situação isolada ocorrida em via pública, sem qualquer relação direta com a instituição religiosa, com o culto realizado ou com seus participantes enquanto organização religiosa. A Igreja sempre pautou sua atuação pelos princípios da ética, do respeito mútuo, do diálogo e da pacificação social, entendendo que a conversa e o entendimento são os meios adequados para resolução de conflitos, jamais qualquer ato de violência. Ressaltamos, ainda, que os acontecimentos serão devidamente apurados pela Polícia Civil, autoridade competente para investigar os fatos, identificar as motivações do possível crime e adotar as providências legais cabíveis, permitindo o completo esclarecimento da situação. Desde já, a Igreja manifesta solidariedade às partes envolvidas e reafirma seu absoluto repúdio a qualquer conduta criminosa que envolva violência, ameaça ou violência psíquica contra pessoas. Por fim, pugna-se para que a investigação criminal transcorra de forma técnica, imparcial e responsável, a fim de que sejam apontados os efetivos responsáveis pelos fatos eventualmente praticados. O que disse o MP sobre a denúncia envolvendo som alto Trata-se de ação penal proposta pelo Ministério Público de Santa Catarina em março de 2025 contra a Igreja Assembleia de Deus Missão Avivalista (ADMA) e seus representantes, em razão de, entre os anos de 2022 e 2024, no imóvel localizado na Rua Dom Abelardo, n. 55, bairro Vila Real, em Balneário Camboriú, terem praticado o crime ambiental de poluição sonora, previsto no art. 54 da Lei de Crimes Ambientais, sustentando que os níveis de ruído excederiam os limites previstos nas normas técnicas aplicáveis e seriam aptos a causar prejuízos ao bem-estar e à saúde da coletividade. A denúncia foi recebida pela 1ª Vara Criminal de Balneário Camboriú e, na decisão, o Judiciário reconheceu a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva, destacando a existência de diversos boletins de ocorrência, registros audiovisuais e laudo pericial da Polícia Científica indicando, naquele momento, ruídos acima dos limites previstos na NBR aplicável. Também foi deferida medida cautelar determinando a realização de isolamento acústico por profissional habilitado, com comprovação técnica nos autos, sob pena de multa e eventual suspensão das atividades da igreja em caso de descumprimento. No curso do processo, entretanto, a instituição promoveu medidas de regularização e adequação acústica do imóvel. Após a realização de nova perícia pela Polícia Científica, constatou-se que os níveis de ruído passaram a se encontrar abaixo dos limites legais e normativos aplicáveis. Diante da regularização constatada tecnicamente, houve autorização judicial para reabertura das atividades da igreja. Atualmente, o feito aguarda a citação dos acusados e apresentação de resposta à acusação. O que disse a igreja sobre a reclamação de som alto A Igreja Igreja Assembleia de Deus Missão Avivlista (ADMA) informa que todas as adequações e exigências determinadas pelo poder público já foram devidamente realizadas, inclusive com a respectiva apresentação da documentação nos autos do processo judicial em andamento. A instituição reafirma sua confiança na Justiça e esclarece que o regular andamento da ação demonstrará, com clareza, a inocência da igreja e a inexistência da prática de qualquer conduta criminosa relacionada às alegações envolvendo som alto. A Igreja Assembleia de Deus Missão Avivlista (ADMA) destaca ainda que toda e qualquer manifestação oficial sobre o caso será realizada exclusivamente em juízo, no local adequado para apreciação técnica e imparcial dos fatos, aguardando com serenidade uma decisão justa, equilibrada e ponderada da Justiça catarinense. Morador denuncia agressão de Guarda Municipal em frente de igreja em Balneário Camboriú Reprodução/Arquivo Pessoal VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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