cover
Tocando Agora:

Mulher que matou marido e escondeu corpo em freezer tem pena de prisão mantida em SC

Mulher é condenada a 20 anos de prisão por matar marido e esconder corpo em freezer em SC Cláudia Fernanda Tavares, mulher condenada por dopar, matar o marid...

Mulher que matou marido e escondeu corpo em freezer tem pena de prisão mantida em SC
Mulher que matou marido e escondeu corpo em freezer tem pena de prisão mantida em SC (Foto: Reprodução)

Mulher é condenada a 20 anos de prisão por matar marido e esconder corpo em freezer em SC Cláudia Fernanda Tavares, mulher condenada por dopar, matar o marido e esconder o corpo dele em um freezer, teve a pena de 20 anos e 24 dias de prisão mantida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). A decisão do Judiciário foi tomada após análise de recursos da defesa e acusação. Com o resultado, Cláudia continua presa em regime fechado. Ela cumpre pena por homicídio qualificado (por asfixia e por dificultar a defesa da vítima), ocultação de cadáver e falsidade ideológica. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Em nota, a defesa dela disse que recebeu com serenidade a decisão que, por maioria, negou recurso dos advogados, mas também do pedido da acusação "que buscava o aumento das penas aplicadas" (confira a nota completa no fim da reportagem). O crime contra Valdemir Hoeckler aconteceu em novembro de 2022 na cidade de Lacerdópolis (relembre o caso). Cláudia Tavares Hoeckler foi condenada de matar o marido Reprodução/Redes Sociais/Arquivo/NSC TV Justiça analisou recursos da defesa e da acusação A defesa pediu a anulação do júri, mas o TJSC entendeu que a conclusão dos jurados estava conforme as provas do processo. O julgamento ocorreu em 29 de agosto de 2025 na cidade vizinha de Capinzal. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) também recorreu. A promotoria pedia o aumento da pena com base na gravidade do crime, na personalidade da ré, nas circunstâncias e nas consequências do caso. Para o MP, as provas indicavam premeditação e frieza na execução do crime. O pedido da acusação, no entanto, também foi negado pelo tribunal, e a pena original acabou mantida. A sessão do júri que levou à condenação aconteceu na Câmara de Vereadores de Capinzal, cidade vizinha Durante o júri, o freezer utilizado no crime para ocultar o cadáver foi usado para ilustrar o caso. O QUE SE SABE: Homem encontrado morto dentro de freezer 'Possível luta corporal', diz polícia sobre lesões em suspeita de esconder corpo em freezer Relembre o caso Valdemir Hoeckler era motorista de caminhão, tinha 52 anos, e foi achado na casa em que o casal vivia após cinco dias desaparecido. A denúncia descreve que Cláudia dopou o marido, amarrou os pés, pernas e braços dele e o asfixiou com uma sacola. Na época do crime, Cláudia registrou um boletim de desaparecimento e chegou a ir até a delegacia e prestou depoimento na condição de testemunha e não de suspeita. Os policiais, porém, desconfiaram ao perceber ferimentos pelo corpo dela e passaram a investigá-la. Cláudia era professora e tem uma filha com Valdemir. Na delegacia, após ser detida, chegou a contar que queria sair com as colegas de trabalho para a confraternização de fim de ano em uma pousada, mas foi proibida pelo marido. O que diz a defesa da acusada A defesa de CLÁUDIA FERNANDA TAVARES recebeu com serenidade a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que, por maioria, negou provimento ao recurso da defesa e, principalmente, ao recurso interposto pela acusação, que buscava o aumento das penas aplicadas. Apesar do resultado majoritário, a defesa obteve voto divergente favorável à anulação do julgamento, em razão de ilegalidades verificadas na quesitação submetida aos jurados e, a partir desse voto, adotará as medidas recursais cabíveis perante o próprio Tribunal de Justiça, buscando que o entendimento divergente prevaleça e, consequentemente, que o julgamento seja anulado. A defesa permanece confiante na Justiça e no reconhecimento das nulidades apontadas, acreditando que Cláudia será novamente submetida ao Tribunal do Júri, desta vez em um julgamento livre das ilegalidades questionadas, perante um Conselho de Sentença imparcial, para que sua história e todo o contexto de violência doméstica demonstrado no processo sejam reanalisados com a atenção, a humanidade e a justiça que o caso exige. MATHEUS MOLIN – OAB/SC 66.140 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Fale Conosco