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Justiça determina que redes sociais excluam conteúdos que identifiquem adolescentes suspeitos de agredir cão Orelha

Cão Orelha: pais e tio de adolescentes são indiciados por coagir testemunha A Vara da Infância e Juventude de Florianópolis determinou que redes sociais e a...

Justiça determina que redes sociais excluam conteúdos que identifiquem adolescentes suspeitos de agredir cão Orelha
Justiça determina que redes sociais excluam conteúdos que identifiquem adolescentes suspeitos de agredir cão Orelha (Foto: Reprodução)

Cão Orelha: pais e tio de adolescentes são indiciados por coagir testemunha A Vara da Infância e Juventude de Florianópolis determinou que redes sociais e aplicativos adotem medidas para inibir a divulgação de conteúdos que exponham e identifiquem os adolescentes suspeitos de agredir o cão Orelha, que posteriormente precisou passar por eutanásia. A decisão liminar (temporária) vale para a empresa Meta, responsável pelo Instagram, Facebook e Whatsapp, e a Bytedance, do TikTok. O g1 entrou em contato com essas empresas e não havia obtido retorno até a última atualização desta reportagem. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp As redes sociais terão de excluir postagens e comentários que identifiquem os jovens, além de impedir a republicação desses conteúdos. A decisão argumentou que a retirada de divulgação da identidade dos jovens atende à proteção prevista na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). As empresas têm 24 horas para excluir as postagens e comentários de contas listadas no processo, com elementos que permitam a identificação dos adolescentes, seja pelo nome, apelido, parentesco, residência ou fotos e vídeos. O descumprimento prevê multa diária, em valor não divulgado até o momento. Orelha viveu 10 anos em praia turística de SC com outros cães comunitários Veja perguntas e respostas sobre o que aconteceu com Orelha Cão Orelha, que foi agredido em Florianópolis Reprodução/Redes sociais O que aconteceu com o cachorro Orelha? Há pelo menos 10 anos, o cão comunitário conhecido como Orelha tornava o cotidiano dos moradores da Praia Brava em Florianópolis mais leve. As pessoas do bairro se revezavam nos cuidados a ele e a outros dois cachorros. Em 4 de janeiro, Orelha foi agredido. Ele ficou tão ferido que passou por eutanásia. Segundo as investigações da Polícia Civil, um grupo de quatro adolescentes é suspeito das agressões. A Polícia Civil indiciou três adultos suspeitos de coagir ao menos uma testemunha na investigação sobre as agressões ao cão comunitário. 🔍Coação é o crime de ameaçar ou agredir alguma das partes de um processo judicial – juízes, testemunhas, advogados, vítimas ou réus, por exemplo – para tentar interferir no resultado. Os nomes dos indiciados não foram revelados pelos delegados e a corporação informou que o crime foi cometido contra o vigilante de um condomínio que teria uma foto que poderia colaborar com a investigação da ocorrência. Outro inquérito segue aberto e é focado nos adolescentes suspeitos. Eles também teriam tentado afogar outro cachorro no mar. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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