Irmãos gêmeos são presos em SC por ajudarem ex-presidente do Rioprevidência a retirar documentos e transferir carros de luxo
Ex-presidente do Rioprevidência é preso Dois alvos da operação que prendeu o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foram localizados e de...
Ex-presidente do Rioprevidência é preso Dois alvos da operação que prendeu o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foram localizados e detidos nesta terça-feira (3) em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina. Os mandados referentes à segunda fase da Operação Barco de Papel foram decretados pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp PF e PRF prendem ex-presidente do Rioprevidência Mais cedo, a Polícia Federal havia cumprido mandados de prisão temporária na cidade, mas os investigados não foram encontrados naquele momento. Eles estavam em um escritório de advocacia de um familiar, em Itapema. Os presos são irmãos gêmeos. Segundo a investigação, eles teriam ajudado o ex-presidente do Rioprevidência na retirada de documentos do apartamento em Botafogo (RJ) e na transferência de dois veículos de luxo, um Porsche e uma BMW. Imagens de câmeras de segurança mostram os irmãos retirando documentos do apartamento 101, em Botafogo, no dia 15 de janeiro, quando Deivis Marcon já tinha conhecimento das investigações. Os dois foram identificados como Rodrigo Schmitz e Rafael Schmitz. Deivis Marcon Antunes foi detido por agentes da PF e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Itatiaia, no Sul do Rio de Janeiro, nesta terça-feira. O g1 tenta contato com a defesa deles. Após retornar dos Estados Unidos, ele desembarcou no Aeroporto de Guarulhos e alugou um carro para seguir ao Rio de Janeiro. No trajeto, ele foi interceptado pela (PRF) em Itatiaia e encaminhado à delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda, de onde será levado ao Rio. Caminhonete onde Deivis foi interceptado pela polícia Reprodução Investigação Deivis comandou o Rioprevidência até o dia 23 de janeiro, quando renunciou ao cargo após uma operação da Polícia Federal para apurar suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro e corrupção no fundo dos servidores do estado do Rio de Janeiro. As investigações envolvem investimentos no Banco Master. Na gestão de Deivis e de outros dois ex-diretores, o fundo de previdência do Rio investiu quase R$ 1 bilhão em letras financeiras do Banco Master: são títulos de investimento de alto risco que não contam com a cobertura do fundo garantidor de crédito. As investigações se concentram em nove aplicações no Master entre 2023 e 2024 que, segundo a PF colocaram em risco o dinheiro das aposentadorias e das pensões de 235 mil servidores públicos do estado do Rio. Há mais de um ano, os aportes do Rioprevidência no Master estão na mira do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ). Em outubro de 2025, o Tribunal proibiu o Rioprevidência de investir em títulos administrados pelo banco e alertou para possível gestão irresponsável de recursos. Na primeira fase da operação, deflagrada em 23 de janeiro, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão no apartamento de Deivis e identificou movimentações suspeitas, como a retirada de documentos do imóvel, a manipulação de provas digitais e a transferência de bens, incluindo dois veículos de luxo, para terceiros. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias