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Caso Orelha: MPSC aponta lacunas e vai pedir mais respostas à polícia sobre inquéritos de maus-tratos e coação

Polícia explica pontos que ajudaram a apontar suspeito das agressões ao cão Orelha O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou nesta sexta-feira...

Caso Orelha: MPSC aponta lacunas e vai pedir mais respostas à polícia sobre inquéritos de maus-tratos e coação
Caso Orelha: MPSC aponta lacunas e vai pedir mais respostas à polícia sobre inquéritos de maus-tratos e coação (Foto: Reprodução)

Polícia explica pontos que ajudaram a apontar suspeito das agressões ao cão Orelha O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou nesta sexta-feira (6) que vai solicitar, nos próximos dias, novas diligências e esclarecimentos à Polícia Civil sobre os inquéritos que investigam os atos análogos a maus-tratos no caso dos cães Orelha e Caramelo e os crimes de coação e ameaça ligados aos episódios na Praia Brava, em Florianópolis. A 10ª Promotoria identificou lacunas na apuração sobre a possível participação de adolescentes, enquanto a 2ª Promotoria, responsável pela investigação envolvendo adultos, pediu mais detalhes para reconstruir os fatos e verificar se há vínculo dos suspeitos com as agressões aos animais. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Idoso e dócil: quem era Orelha, cão comunitário morto após agressões Como familiares de indiciado por agredir Orelha tentaram interferir nas investigações VÍDEO mostra adolescente voltando ao condomínio no dia das agressões O cão comunitário Orelha vivia na Praia Brava, bairro turístico de Florianópolis. Ele foi agredido por volta das 05h30 de 4 de janeiro. No dia seguinte, moradores encontraram o cão ferido. Ele chegou a ser levado ao veterinário, mas não resistiu e morreu. Já Caramelo vivia na região, foi levado ao mar por um grupo de jovens, conseguiu escapar e, depois do episódio, foi adotado. Antes de identificar o adolescente apontado como autor do ataque, outros jovens chegaram a ser considerados suspeitos. Três adultos, parentes desses investigados, foram indiciados por suspeita de coagir uma testemunha do caso — no caso, o vigilante de um condomínio que teria uma foto que poderia colaborar com a investigação da ocorrência. Já o inquérito que trata exclusivamente da violência contra Orelha chegou ao MPSC nesta semana, após conclusão da investigação policial, que pediu a internação do suspeito. Inicialmente, a polícia afirmou que Orelha passou por eutanásia após as agressões. Depois, essa hipótese foi descartada. O laudo da Polícia Científica mostra que o cão levou um golpe forte na cabeça e morreu por causa do agravamento dessa lesão. Cão Orelha na areia da praia Reprodução/Redes sociais O que diz o relatório? Em relatório que a NSC TV teve acesso, consta no documento, despachado em 29 de janeiro, que a 32ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, especializada na Defesa do Meio Ambiente, declinou da atribuição para atuar no caso e pediu que o procedimento fosse redistribuído para uma Promotoria Criminal comum. Responsável pela área ambiental em Florianópolis, o promotor Fabiano Henrique Garcia entendeu que as provas reunidas — como imagens da portaria, vídeos, depoimentos de testemunhas e interrogatórios — indicaram que os conflitos entre os adultos ocorreram dias depois dos maus-tratos ao cão e tiveram como origem desentendimentos pessoais, agravados pela repercussão de imagens e áudios compartilhados nas redes sociais. Os fatos apurados, dessa forma, passaram a ser enquadrados exclusivamente como crimes comuns, sem conexão material ou probatória com infrações ambientais. O caso foi assumido pela 2ª Promotoria da Capital, que atua na área criminal. Na prática, a promotoria ainda pode reunir elementos que estabeleçam uma ligação entre os crimes de coação e ameaça e os maus-tratos aos animais. No entanto, essa conexão depende do resultado de novas diligências e do aprofundamento das investigações em curso. Quem agrediu Orelha? Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram o adolescente saindo do condomínio onde estava hospedado às 5h25 de 4 de janeiro e voltando às 5h58, acompanhado de uma amiga, também adolescente, segundo a polícia. As agressões teriam ocorrido nesse intervalo de tempo, por volta de 5h30, de acordo com a investigação. Vídeo mostra adolescente suspeito de agredir cão Orelha saindo e voltando de condomínio no dia 4 de janeiro Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina Segundo o delegado Renan Balbino, a polícia chegou à conclusão de que as agressões ocorreram em um intervalo de cerca de 35 minutos. A partir disso, os investigadores passaram a verificar quais adolescentes estavam nas proximidades do local onde o cão foi agredido. "A partir daí, passou-se a verificar quais desses adolescentes estavam nas proximidades do cão agredido. Dois deles conseguiram comprovar que não estavam nem próximos do local onde houve as agressões. Outros dois estavam nas proximidades e, desses, apenas um pôde ser colocado por nós como o mais próximo de onde o cão foi agredido. Isso, somado a outros elementos de prova, o colocou como principal suspeito". O inquérito relacionado aos maus-tratos, concluído nesta semana, apontou apenas um adolescente como responsável pelas agressões ao cachorro comunitário. A Polícia Civil pediu a internação provisória dele e o representou por maus-tratos. O laudo da Polícia Científica mostra que Orelha levou um golpe forte na cabeça, possivelmente causado por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou uma garrafa. ➡️Os nomes e as idades do adolescentes não foram divulgados pela investigação, tendo em vista que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos. Delegados Mardjoli Valcareggi e Renan Balbino explicam sobre investigação do caso Orelha VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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